O plano de convivência é importante porque transforma a convivência dos filhos com os pais em regras claras. Em vez de depender de discussões, mensagens ou acordos que podem mudar a cada situação, ficam definidos horários, períodos, responsabilidades e condições para a ampliação da convivência, sem um jogo de empurra, empurra.
No plano apresentado, a proposta de alteração de convivência poderá ser imediata ou de maneira gradual e supervisionada, começando por períodos menores e podendo ser ampliada conforme as avaliações e a evolução do quadro familiar.
Também estão previstos aspectos importantes do cotidiano das crianças, como:
- contato por telefone e vídeo-chamada;
- transporte;
- férias;
- datas comemorativas;
- informações sobre saúde e escola e comunicação entre os pais.
Assim de forma bem simples, o Plano de Convivência poderá ser apresentado separadamente da perícia psicossocial ou após a realização desta, se houver necessidade, cada caso requer uma análise individualizada e criteriosa, por um advogado especialista em direito das Famílias, que muitas das vezes contará com um perito assistente com formação em psicologia e áreas afins, para suporte quando necessário.
O plano de convivência quando bem elaborado e cumprido pelos genitores, traz para os filhos leveza e harmonia, pois entendem que através da comunicação dos pais eles estão seguros.
Ajuda a transformar um ambiente que antes na visão da criança era uma ilha, agora em um vasto horizonte, por meio de uma rotina organizada e sem ataques e apontamentos entre os genitores.
O objetivo não deve ser simplesmente aumentar ou diminuir o tempo de convivência de um dos genitores (pai e mãe). Mas deixar claro para a criança que na rotina de convivência ela é livre para falar de quem ela ama, sem sofrer retaliações e ataques externos.
O próprio plano destaca que a convivência deve considerar principalmente o direito e o bem-estar das crianças e adolescente.
Assim, o plano pode trazer para o convívio familiar algo muito além da previsibilidade nos dias de convivência, ele gera responsabilidade e cumplicidade entre os pais na criação dos próprios filhos.
Quando cada um cumpre o seu papel e que essa fase de transição é supervisionada por profissionais habilitados, a criança vivencia e observa todas as mudanças, ainda que em silêncio. Essas mudanças serão notadas pelos pais no reflexo do comportamento diário.
Se a convivência atual está conflituosa e as peças parecem não se encaixar, é necessário buscar auxílio profissional para encontrar a solução jurídica e psicológica específica para o seu caso.
Proteger o seu grupo familiar e conduzi-lo a práticas mais saudáveis é um dever de todos, mas exige que cada um faça a sua parte.
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